Vozes do          

 Malhadinhas

publicação de atividades, trabalhos, eventos, artigos de opinião e informações 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE VILA NOVA DE PAIVA

projeto cultural de escola

 

acontece

 

por Vitória Pires

aluna do 11º ano da turma B

O DIREITO DE RECEBER ASILO E OS REFUGIADOS

 

   “Toda a pessoa sujeita a perseguição, tem o direito de procurar e beneficiar de asilo em outros países”. Podemos encontrar este pequeno excerto na Declaração Universal dos Direitos Humanos, que para alguns cidadãos do mundo tem uma importância tão grande que acaba por decidir entre a vida ou a morte, caso não seja respeitado.

   Ao longo da história, deparamo-nos com inúmeros exemplos de refugiados, obrigados a abandonar o seu país de origem devido a perseguições por causa da sua raça, religião, opinião política, grupo social ou à grave violação dos direitos humanos e são obrigados a procurar asilo noutros países. Nos nossos dias, esta realidade tem-se tornado muito presente, principalmente por causa de conflitos políticos, destacando-se o Médio Oriente com a Guerra Civil na Síria.

   Perante esta situação, é nosso dever, como cidadãos, prestar auxílio a estes povos que estão a passar por grandes dificuldades, mas nem sempre adotamos essa atitude exemplar e acabamos por violar aquele pequeno excerto, comprometendo assim o futuro de milhares de pessoas que apenas se limitam a pedir ajuda.

   Tendo estes povos uma cultura tão diferente da nossa, existe um grande receio por parte de alguns países e dos seus cidadãos em os acolher, pois não têm uma mentalidade tão aberta e acabam por adotar uma postura racista, acabando por rejeitar esses refugiados.

   É exemplo disso a Hungria e a República Checa que, para além de se oporem, ainda têm planos de construir muros com arame farpado para travarem a entrada destas pessoas na Europa, destruindo assim a esperança de multidões que só estão a tentar encontrar uma vida melhor, com mais oportunidades, e acabam por ser tratadas de forma desumana.

   Para contrariar esta situação, devem-se criar mais campanhas de sensibilização e divulgar todo este sofrimento nos meios de comunicação social; assim, será paticamente impossível ficar indiferente a estes conflitos e faz-nos refletir no quanto os refugiados já não devem ter passado para abandonarem tudo o que tinham e mergulharem no desconhecido à procura de uma vida melhor. Isso poderá fazer despertar as consciências das pessoas, pois uma coisa é termos conhecimento destes conflitos, outra é podermos ver e tirarmos as nossas próprias conclusões; isto não só se aplica para os refugiados, apesar de na atualidade serem os mais falados, mas também a muitas outras situações de violação dos direitos humanos.

   Em consequência, além da crise pela qual o mundo está a passar, também existe o medo de virmos a prejudicar a nossa economia ao prestarmos auxílio. No entanto, esta situação poderá até vir a ser benéfica, especialmente para a Europa que se encontra envelhecida. Países como a Alemanha, a Itália ou a Espanha, apresentam algumas das taxas de natalidade mais baixas da sua história e todos os anos têm que importar mão de obra, como é no caso da Alemanha que, para manter a sua economia estável, em média, recebe 350 mi trabalhadores por ano. Aceitando os refugiados, iriamos receber mão de obra mais jovem. Com estes novos cidadãos poderíamos também repovoar zonas que se encontram quase despovoadas, como o interior de Portugal, que está a perder cada vez mais população e os seus habitantes são principalmente idosos, situação que está a preocupar o nosso Governo. Com este acolhimento poderíamos contrariar esse problema, não só em Portugal, mas também na Alemanha Ocidental, Noroeste de Espanha ou nas aldeias de montanha em Itália que se encontram na mesma situação.

   Existe também um grande receio em acolher refugiados, pois quando pensamos nesses povos, associamo-los a episódios de grande violência e instantaneamente recordamo-nos da palavra terrorismo que, nos últimos anos, tem vindo a abalar o mundo e, ultimamente, sobretudo a Europa. Dezenas de cidadãos europeus têm falecido à custa de ataques terroristas, o que gerou um grande pavor e insegurança no nosso quotidiano, sobretudo nas grandes cidades, o que leva muitas pessoas a sentirem um grande medo, incerteza e desconfiança no que diz respeito a este acolhimento. Contudo não deveríamos tirar conclusões precipitadas e esta realidade acaba por ser um risco que temos que correr, pois a vida de milhares de pessoas dependem de nós. É um facto que não podemos simplesmente ignorar e é completamente ilógico destruirmos o futuro delas porque temos medo que haja pessoas mal intencionadas na multidão. Apesar de compreender a perspetiva dessas pessoas, acho que o sofrimento e o desespero que esses povos já passaram vai mais além do que qualquer diferença cultural.

  Para finalizar, devemos prestar auxílio a qualquer tipo de refugiado, independentemente das razões que o levaram a pedir auxílio, e, quando o sentimento de dúvida se apoderar de nós, devemos ter em mente a palavra “tolerância”, ou seja devemos respeitar os seus costumes, assim como eles se devem comprometer a aceitar os nossos e ter em conta a criação de campanhas de sensibilização e divulgação dos benefícios que os refugiados possam trazer, ao invés de os estar a rebaixar. É nosso dever como cidadãos exemplares mostrar-lhes apoio da nossa parte.

                                                                                                                                               

opinião

 
This site was designed with the
.com
website builder. Create your website today.
Start Now